Soares, o tal que alguns afirmam ser “o pai da nossa Democracia”, falou. De novo. E de novo quando devia ter estado calado.
Soares, incontinente… verbal, diz que as decisões do Governo não atingem os mais favorecidos. Critica também “o despesismo do Estado e das empresas públicas”, afirmando que ao contrário do “corte nas gorduras do Estado” prometido em campanha, “até parece que tem vindo a engordar”.
É um facto que o Governo pode atingir alguns “favorecidos”, cortar algumas “gorduras” e reduzir despesas. Pode, por exemplo, eliminar a presença no Orçamento de Estado de fundações manhosas como uma tal “Fundação Mário Soares”, cuja utilidade ainda ninguém me conseguiu explicar (a não ser como local de recepção para líderes carismáticos como Chávez). Pode reduzir ou eliminar a mesada que lhe sustenta um escritório. Pode reduzir ou eliminar a guarda pretoriana que lhe dá um ar “ex-presidencial”. Pode manter na garagem da Direcção Geral das Finanças e do Tesouro o Mercedes Benz S350 a bordo do qual o nosso Speedy-Gonzalez-Soares anda a brincar à apanhada com os radares da GNR de Leiria a 199Km/h. E o Estado pode começar por conter os seus gastos não pagando a respectiva multa de 300 euros, pois o nosso Soares-Rex entende, na sua generosidade, que:
“o Estado é que vai pagar a multa”.
E não deixa de ser irónico que o velho Soares acuse o Governo de atingir os mais desfavorecidos com as decisões que vem tomando. Pois quando os oficiais da GNR lhe deram a escolher entre pagar imediatamente os 300 euros ou ver a carta do motorista ser apreendida, Soares tomou a decisão – que atingiu o mais desfavorecido:
“disse que o Estado é que ia pagar a multa, pelo que a carta do condutor ficou apreendida”.
Alguém devia estudar o genoma deste Soares pai-do-filho e tio-do-sobrinho. De certeza que algures faltam genes: os genes responsáveis pela vergonha. Talvez tenham sido substituídos pelos genes da falta-de-educação:
Quando os guardas se aproximaram, o ex-presidente terá sido “bastante mal-educado”