Ontem, enquanto apresentava na Figueira da Foz o seu livro “Um Político Assume-se”, Mário Soares deixou escapar que apenas depois de ter tido uma gravíssima discussão com Sócrates é que este acabou por ceder à evidência de ter de pedir ajuda externa.
Este Mário Soares é um encanto. As línguas viperinas do costume dirão ser mais um exemplo da egomania soarista, da sua ânsia infrene em ser falado e mostrar-se providencial. Nada disso: Soares É DE FACTO providencial, magistral, gravitacional. Espero com ansiedade as próximas apresentações do seu livro para ser tornado público que:
discussão gravíssima com Soares levou Mourinho a adoptar o losango;
discussão gravíssima com Soares levou Roosevelt a juntar-se aos aliados contra Hitler;
discussão gravíssima com Soares levou Newton a desenvolver o cálculo integral;
discussão gravíssima com Soares levou Shakespeare a escrever Romeu e Julieta;
discussão gravíssima com Soares levou Viriato a revoltar-se contra Roma.