A Igreja não se mostra particularmente preocupada com a hipotética não-concessão de tolerância na Páscoa e/ou no Natal. Vou estalar de riso se, na altura, a Esquerda caceteira tomar a posição contrária. Afinal, seria o cúmulo da hipocrisia: a Esquerda, que se pauta pela separação entre o Estado e a Igreja, a defender a atribuição de dias aos funcionários do Estado para a celebração de feriados religiosos.
Mas talvez eu esteja a deixar-me guiar pelo meu cinismo. Talvez, na altura, a Esquerda tome uma posição adulta. Nunca é tarde para se começar.