Sexta-feira passada, ainda não eram seis horas da tarde, recebi um telefonema da minha mãe: queria saber quem fora o juiz sorteado para o processo Marquês. Quando lhe disse ter sido Ivo Rosa, ela exclamou: “Bolas… lá vai aquele pilantra do Sócrates safar-se.”. Que a minha mãe, pessoa que nunca dedicou à política mais do que um vago interesse, o suficiente apenas para ver “quem tem cara honesta”, soubesse algo tão rebuscado como a data de um sorteio de juízes (ou será mais apropriado escrever “sorteio”?) e as previsíveis consequências do seu resultado, denota bem o impacto deste assunto-Sócrates.
Um telefonema
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