Soares para o Panteão… mas já!

 

Aquando da morte de Eusébio, o paleolítico Soares regorgitou, entre outros disparates, que o ex-jogador não era um homem de cultura.

 

Será, porventura, verdade. Tão verdade, provavelmente, como dizer que o lamentável Soares será uma nódoa a jogar futebol.

 

A diferença central entre os dois não tem, no entanto, a ver com cultura, mas sim com o tamanho do ego. Será a diferença entre um homem simples e humilde que sempre lutou para ter o que tinha e um outro, privilegiado, de berço, arrogante e desagradável, que se gaba surda e absurdamente da sua bagagem intelectual.

 

É, entre outras razões, por isto que parece tão mal que na página da Fundação Mário Soares, generosamente financiada por todos nós, os idiotas que pagam impostos, se chame a Sherlock Holmes um pseudónimo de Conan Doyle.

 

Sabemos que o douto geronte nunca deixou que factos atrapalhassem a sua oratória, mas isto é capaz de ser um exagero.

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