Depois de tudo o que tem acontecido, a última coisa que os portugueses merecem é conviver com a invasão mediática, na mesma semana, de sombrias personagens como Otelo, Vasco Lourenço e Mário Soares debitando os seus disparates.
Levados, quiçá, pelo dissipar da virilidade própria de outras idades, falam de violência, murros e tiros como quem navega na sua própria realidade. As suas afirmações são, no entanto, para levar mais a sério. Seria, concordo com o João, benevolente justificar estes apelos primitivos com o irremediável declínio mental que se apodera destas personalidades.
Estão, porém, desfasados da realidade. Não vivem já no país tumultuoso que um dia conheceram e tudo lhes permitiu. São olhados com complacência, da mesma forma que se encaram dois velhos aldeões disputando, à bengalada, um qualquer metro de terra.
