Por qué no te callan? [2]

 

Eu sei que a notícia é velha e sem grande importância – mas não faz mal, pois também ele o é.

 

O geológico Mário Soares, com a confusão de alguém perdido no tempo e no espaço, afirma que temos de recuperar o Estado-Saúde. Assim mesmo – os dicionários estão febrilmente a corrigir as suas edições.

 

Mas o mais importante é o seu desejo de uma “democracia a sério”, não esta fantochada a que assistimos. Suponho que uma “democracia a sério” será aquela em que um governo, eleito pela maioria dos votantes, será demitido porque um homem-providencial assim o pretende. Soares apenas está, como vemos, a seguir à letra a sua ideia de democracia como um sistema regido pelo princípio “um homem, um voto”: um homem – ele mesmo – e um voto – o seu.

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