Mecenato

Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes no consulado de Sócrates e Mário Lino, veio criticar a suspensão do TGV. Considera-a um “profundo retrocesso para a economia portuguesa”.

 

Interessante, a desfaçatez destas gentes. Mas ainda mais interessante é este argumentário:

 

“o projeto (…) poderia sustentar-se economicamente por si próprio, beneficiando de fundos comunitários entretanto perdidos por Portugal.”

 

O projecto, pelo que percebo, podia ser auto-sustentável – mas na condição de beneficiar de fundos comunitários. É um argumento genial: a sua auto-suficiência derivaria não da sua utilidade, graças aos pagamentos de quem dele usufrui, mas da sua simples existência – recebendo um subsídio por ter sido construído.

 

Continua a ser este, afinal, o conceito de sustentabilidade económica que as mentes socialistas abraçam. É como se fôssemos um país sustentado por mecenato.

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