A esquerda-lírica tem executado piruetas de cachalote por causa da campanha de ontem das lojas Pingo Doce (quanta publicidade gratuita…). Fazem-no por variados argumentos, cada um deles tolo e facilmente rebatível. Mas o que mais me diverte é este: “ofende a dignidade do Dia do Trabalhador”.
Para esta esquerda, que gosta de se exibir ateia, o Dia do Trabalhador parece então ser uma espécie de Sabat, durante o qual o povo se deve recolher em contemplação de São Marx, escutar o sermão de Frei Arménio Carlos, e entoar em coro a Internacional. Ou seja: um dia reservado à fé.