Vamos imaginar, por momentos, que um qualquer político activo da chamada “direita” se referia a António Costa como “um Presidente de Câmara mais escurinho”. Caía o Carmo e a Trindade: veríamos e ouviríamos a dicção de Assis, as sobrancelhas de Seguro, a neurose de Isabel Moreira, o desatino da doika do Bloco e, mais importante, vários comunistas, todos em uníssono e cada um à vez pedindo a demissão desse “direitolas-racista-neo-nazi”.
Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, disse ontem ao discursar na manifestação de professores, que “Daqui a pouco vêm aí outra vez os três reis magos, um do Banco Central Europeu, outro da Comissão Europeia e o mais escurinho, o do FMI”. Como é alguém de Esquerda, insuspeito natural desses vícios reaccionários, no pasa nada.