Se não é na homilia semanal do DN, é na SIC-Notícias, ou numa inauguração, ou numa apresentação, ou numa comemoração:
(…) Mário Soares considerou que o país está actualmente pior do que há um ano atrás (…)
O que o nosso velho de estimação parece querer omitir é que se tivéssemos continuado com Sócrates, estaríamos muito pior do que agora. E a demagogia de Soares quer ocultar que as dificuldades são por estarmos a corrigir os recentes desvarios socialistas: aeroportos que (felizmente) nunca chegaram a existir; aeroportos que (infelizmente) existem; Parque Escolar; TGVs que nunca saíram do papel mas já custaram milhões em estudos e arriscam custar mais em indemnizações; PPPs; ajustes directos; Magalhães; SCUTs; Allgarves; energias alternativas que ficam bem na lapela mas têm de ser subsidiadas pelo contribuinte; etc, etc.
Ao dar a entender que o país está pior por causa do Governo, Soares é como aquelas pessoas que beberam dois litros diários de aguardente – e depois queixam-se do médico por os tratamentos serem dolorosos.